segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Apresentação "Os gigantes da montanha"


Apresentação no Teatro Elis Regina

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

sobre o corpo II...

"Somos ainda demasiadamente reféns de um conceito de corpo como parte visível, carnal, muscular e óssea da pessoa. Mas já sabemos que a vontade que anima o sujeito, a condição de seu espírito, suas emanações, o arfar de sua respiração, o pulso e o tônus e sua fala, o modo como integra o espaço e habita, o objetivo de suas ações são também corpo." (p.30)

SETTI, Isabel. "O corpo da palavra não é fixo deixa-se tocar pelo tempo e pelos espaços" In Revista Sala Preta. Número 7 - 2007. Departamento de Artes Cênicas - ECA USP.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

sobre o corpo...

" Ao invés de lutar contra as limitações ou ocultá-las, aprender a ver
nelas o resultado da minha história. (...) Tudo o que posso e
o que não posso fazer, é o que me compõe. Encontrar as
marcas de minhas alegrias e tristezas, as impressões, as
cicatrizes. Ver em sua própria estrutura a reprodução de uma
mega-estrutura chamada Universo. Percorrer os próprios
vales, rios, montanhas, grutas que se tem dentro de si.
Assimilar o movimento cósmico, o eterno movimento da
energia e saber que como sentimento também é assim, que
os sentimentos estão sempre se transformando. Praticar
então o desapego."

VERDI, MARIA LIGIA FERREIRA. O Butô de Kazuo Ohno. Linha de pesquisa: Teoria e história do Teatro. Tese defendida no ano de 2000 na Universidade de São Paulo, sob a orientação do Prof. Dr. Sábato Antonio Magaldi.


Paula

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

frase de Pirandello

" É preciso haver um caos dentro de si, para gerar uma estrela dançante!"

sexta-feira, 31 de julho de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fragmentação e Ruptura: formas de duplicação em "I Giganti della Montagna"


Aqui tem uma tese de mestrado sobre "Os Gigantes da Montanha". Tem muitas coisas interessantes, desde uma rápida passada pelas obras do Pirandello, até uma análise mais profunda das personagens Cotrone e Ilse.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8148/tde-08112007-145809/

No final da página, tem o link para o download, em formato pdf.


Beijos,

Lilili

A CRIAÇÃO ENTRE O NADA E A PERENIDADE

Aqui vai mais um link em que encontrei um ensaio sobre a obra de Pirandello.
Esse tem como tema central o metateatro e estabelece um paralelo entre Os Gigantes da montanha e A Tempestade, última obra de Shakespeare. Ambas abordam temáticas como a persistência da arte perante a brevidade da vida e a porção de ficção que há na realidade.
Acho que vale a pena conferir!

http://www.uel.br/pos/letras/terraroxa/g_pdf/vol14/TRvol14a.pdf

Raquel

terça-feira, 7 de julho de 2009

DO ENCANTAMENTO AO PAVOR

DO ENCANTAMENTO AO PAVOR

É assim que Pirandello qualifica a sua última obra, «Os Gigantes da Montanha», quando está ainda a meio caminho no seu trabalho de escrita.

Humorous/Tragedy, este oximoro anuncia já uma tonalidade paradoxal, uma combinação de sombras e de luz, de encantos e crueldade.

Cotrone, o mágico poeta, porta-voz de Pirandello, convida-nos, do crepúsculo até à madrugada, no espaço duma noite, a rasgar a trama do tempo que passa. O seu território é uma «casa céu». Se se passar a porta, penetra-se num vasto quarto escuro, câmara de eco, lugar de todos os sortilégios.

Para provocar a travessia das aparências e o aparecimento da verdade escondida no fundo de cada um de nós, torna-se encenador. O teatro dele, o seu palco, é o inconsciente, diverte-se a fazer com que o Ser e o Parecer se confrontem.

Chega mesmo a fazer reluzir a tentação de se desfazer o parecer para sempre, em proveito da total liberdade do ser. O seu jogo: desembaraçar o impulso vital, reconhecer a pulsão da morte, aceitar os desejos escondidos «nas cavernas do instinto».

O subterfúgio é tanto mais eficaz quanto os seus hóspedes de uma noite são actores. São sete actores, últimos elementos de uma companhia desgastada, arruinada, com falta de um público para quem representar.

Ser e parecer, entre estes dois pólos oscila, precisamente, o trabalho dos atores. Cotrone lembra-lhes que a essência da arte está contida nos jogos dramáticos ou nos jogos divertidos da infância. Acreditar, abandonar-se como as crianças: então tudo se torna possível. E prova-o: in vivo.

Mas no nosso pobre mundo, aquele que Cotrone abandonou há muito, é o princípio de realidade que prevalece. Uma companhia de teatro, fixa ou itinerante, precisa do público para viver e para sobreviver.
Esta história expõe-nos o conflito trágico entre as razões irreprimíveis da arte e uma sociedade onde a arte já só tem a justificação do mercado.

Apesar do seu lado utopista e marginal, o mundo de Cotrone e dos seus amigos, os Scalognati, oferece, todavia, traços do real; é um mundo onde se exprime um certo realismo místico, um realismo mágico, e sobre tudo, um realismo metafísico.

Àquela fugitiva tentação de abandono, de renúncia, Ilse Paulsen, a grande actriz caída, resiste. Partirá, sozinha, para enfrentar os «Gigantes», enquanto as últimas palavras da peça ficam a ressoar de pavor no meio do ruído crescente: «Tenho medo, tenho medo…»

Será preciso segui-la até ao fim?
Será preciso prestar atenção ao aviso de Cotrone?
Será preciso vencer, ou ceder ao medo dos «Gigantes»?
Porque, finalmente, quem são aqueles «Gigantes»?
O «grande Outro»? As figuras impossíveis de olhar dos nossos medos ancestrais?
Uma parte de nós mesmos…
Os Gigantes da Montanha
No limite das forças, depois de uma infinita série de fiascos, uma companhia de actores chega a um lugar nso confins do mundo, habitado por um grupo de marginalizados, uns pobres, fora da história.
Este, o mote da peça de teatro 'Os Gigantes da Montanha', da autoria de Luigi Pirandello, que o encenador e cenógrafo italiano Giorgio Corsetti apresenta, até 11 de Outubro, no Teatro Nacional de São João.
Neste palco extremo, explica Corsetti, a representação dos atores confunde-se com a sua vida desesperada e todas as misérias existenciais escondidads são desveladas. Aqui pode ser interrompida, por um momento, a série de actos falhados de amor a que a vida obriga e todas as pulsações e sonhos ganham vida na verdade absoluta do teatro.
O mago Cotrone é o orquestrador desta matéria terrível e incompreensível do imaginário e do desejo arrebatador, livre e anárquico, em equilíbrio sobre o abismo donde espreitam as enormes e estólidas cabeças dos Gigantes, grandes ordenadores da matéria, devoradores do tempo.

domingo, 5 de julho de 2009

França no Brasil


Estão todos convidados!

terça-feira, 30 de junho de 2009

A Dúvida de Pirandello

Pessoas, para começarmos a nos aquecer...

Segue o link de um texto sobre Pirandello, que eu achei interessante postar pois apesar de usar exemplos de outros textos dele, ressalta características presentes no "Gigantes da Montanha". Sem contar que começa falando sobre a morte de Pirandello, momento em que ele escreveu a peça com que vamos trabalhar.

http://www.germinaliteratura.com.br/teatro_outubro05.htm

Boas leituras!

Raquel

sexta-feira, 19 de junho de 2009

a prosapoética da mentecorpo

A gente não tem um corpo, a gente é um corpo.

Mente X Corpo. A mente que briga com o corpo, que se separa dele. Aquela mente que pensa enquanto anda, e do andar, só andar. Um corpo que anda. Um corpo que é só uma estrutura, a carcaça na qual a minha alma se instalou pra uma vida. Distância, corpo é coisa de quem dança, e ainda assim, eu danço pra me sentir bem enquanto danço. Aí, a mente de novo tomando a frente e fazendo a carcaça se movimentar em prol do que ela deseja. Se mente deseja, corta o processo do corpo, e pára, se ela deseja, manda que o corpo se cale. "É uma fila de banco, corpo, aqui não é lugar pra dançar".

Mente + Corpo. Iniciamos um processo de abertura. Expansão. Abrir espaços. Afinal, porque meu corpo se sente tão cansado? Ah, falta de ar. Respira. Deixa os espaços que existem no seu corpo serem usados para o que eles podem e devem ser. Não ignore seus ossos, não ignore seu peso. Experimenta, porque é preciso ter vontade de experimentar o meu corpo pra ver até onde ele pode ir. "Quer mexer?". Até onde ele se cansa? Até onde ele consegue? Até onde é gostoso, e a partir de onde deixa de ser? Onde mora a curiosidade da mente de saber mais de si mesma?

MenteCorpo. O ar entra, às vezes eu noto, às vezes não, mas meus espaços já estão disponíveis. E se não estou, se estou tensa, reconheço; entendo e dou espaço pro corpo chegar. A mentecorpo já se respeita no desejo de permanecer, de esticar e de achar o conforto. E quando é preciso, a mentecorpo se provoca. É feito brincadeira de criança. Hora funciona bastante, hora perde o eixo. Mas a mentecorpo entende, doce de si, ri e continua.

A mente diz para o corpo que vai trazer suas experiências e suas curiosidades pra somar com os seus. O corpo, tímido na falta (que não faz) do verbo, de verbalizar, diz que aceita a brincadeira. Mas que às vezes quer brincar com música, ás vezes quer brincar com o silêncio.

mentecorporalmente,
Kéroly.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Performance ou Happening ?












































Virada Cultural Parque da Luz 2009



A dos Wayra Ñan é pra lá de pós-moderna


A performance, art performance ou performance artistística é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que - assim como o happening - pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda (dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século passado.
Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um "roteiro" previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros - através de
fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos - para se tornar conhecida do público.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Semana passada vinha eu trotando distraída pelas ruas do centro quando ao longe fui atraída pela estranha sonoridade de uma música eletro-mística . Ao me aproximar do local, na praça em frente à Igrejinha da Marechal, me deparei com uma performance pra lá de pós-moderna.
Índios vestidos com exuberantes penas e colares, em frente a um teclado e a uma parafernália de fios, além dos típicos instrumentos como flautas de bambu e outros penduricalhos percussivos animados ao ritmo dos pés, cantavam xamânicas canções ao microfone, enquanto um indiozinho, dançava, à maneira de um ritual, em volta de uma cesta forrada de notas de reais.
Uma família inteira (incluindo, além dos jovens músicos, um bebê pendurado às costas de uma mãe-índia e uma sábia anciã), vendia, a gorjetas irrisórias, a tradição ancestral dos índios equatorianos do Caminho dos Ventos.
As mulheres ofereciam aos curiosos transeuntes que se aglutinavam para assistir ao exótico espetáculo, além dos CDs dos artistas, objetos rituais banalizados nas esotéricas lojinhas da cidade, como a teia dos sonhos para afastar os maus espíritos oníricos.
E ainda quem quisesse tirar uma foto com o indiozinho acionando a câmera do celular, talvez ainda pudesse, com o consentimento deles, roubar a alma dos índios...


Claudia Sarro




domingo, 17 de maio de 2009

A fabulística saga de paixão e dor de duas bundas

Faço a minha primeira postagem com o propósito de registrar um momento do trabalho que, a meu ver, se revestiu de uma qualidade específica no que tange a propriedade instrumental.
Todos certamente se lembram que a orientação dada pela Paula para o improviso do sábado 16/05 foi a de utilizar o corpo como elemento poético da cena (obviamente, bem a propósito), enfatizando que não se deveria usar a palavra. Pois bem, logo com a primeira dupla (Caroly e Nádia), o que vi foi a apresentação tácita de dois corpos interagindo no espaço/tempo, aproximando-se, distanciando-se, ladeando-se, opondo-se, etc; e, me pareceu, com uma consciência muito clara das atrizes, uma adesão simples e eficaz a um possível limitado, mas dinamizado por uma reverberação interna. Quando, então, não mais que de repente, uma almofada cai do céu. E adivinhei só o que elas consideraram que aquilo fosse? Sim, isso mesmo: uma almofada! Ipso facto, as duas atrizes avançaram com suas respectivas bundas, sintomaticamente, para aquilo que agora era o objeto de seus desejos e, vupt!, a trama estava criada: DUAS bundas e UMA almofada. Sublime! Aí então (ajudem-me a lembrar os fatos), houve uma disputa pela posse da tal almofada, uma disputa corporal sem palavras mas com muita intenção, que foi vencida pela Caroly. Mas eis que, antes que a Nádia esboça-se sua reação, surgiram mais duas almofadas. Nádia, então, avançou para uma delas garantindo o seu quinhão, mas, é claro, isto não era o suficiente, afinal, não nos esqueçamos, ela havia sido derrotada e podia-se ver em seu rosto que ela não estava nada feliz com isto. E não podia ficar assim. Então, buscando um acerto de contas, Nádia arremete contra Caroly. Esta, por sua vez, não sei se entorpecida pelo gozo da vitória, ou avara de outras posses: por que apenas uma almofada?, havia mais outra lá totalmente disponível. E, oh!, não bastasse isso, cai do céu ainda mais uma. Pronto! Já ouviram falar em “calcanhar de Aquiles”? Sim, Caroly se deixa levar pelas tentações e comete a distração suficiente dando ensejo a que Nádia cumprisse seu maligno intento. Virou o jogo. Caroly então, desesperada, arremata a almofada mais próxima a si, mas que agora valia simplesmente nada, e na sanha de não se inferiorizar objetiva mais uma: OK! Duas almofadas cada uma. Ao menos ficaria em pé de igualdade com sua oponente. Pobre menina ingênua. Qual não seria sua surpresa quando Nádia,veperina, abandonando as almofadas que possuia e, numa avalanche de corpo, tangenciasse seu trajeto, frustrando seu plano.
Eis, amigos, a vida como ela é: sejam quantas forem as almofadas este é um mundo pequeno demais para duas bundas. E toda essa saga de paixão e dor, todo o retrato dessas vicissitudes humanas, metaforizados pela ação corporal e sem palavras de duas atrizes num cenário composto por quatro almofadas.
Não é supimpa?

Bale pueblo!
Júlio.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rainha(s)…
Mulheres, disputas,

rancores, ironias, corações.

Fantástico, ou melhor, Fantásticas!!

Duas atrizes em cena (Isabel e Georgette) que promovem sensações e me parece querem atingir o público...provocar. A peça dirigida por Cibele Forjaz mescla passado e presente sem fugir do clássico de Schiller. Cenário simples, mas ao mesmo tempo requintado; camarim montado em ambos os lados do palco e ao centro um labirinto no chão no qual as atrizes e (as rainhas) se “perdem” e se “acham”.

Assunto/argumento tenso e áspero do clássico que envolve a trama das rainhas Maria Stuart e Elizabeth I (mulheres com desejos e angústias, bem como as atrizes) é articulado ao presente de rivalidade e disputa das duas atrizes em cena, tudo com muito bom humor. As atrizes são ao mesmo tempo personagens delas mesmas, além das personagens (rainhas). O que se vê é um intenso jogo de cena repleto de provocações entre as duas rainhas/atrizes e a nós platéia.
O público (das atrizes) e o privado (das rainhas) dão o toque e marcam a montagem. Outro aspecto marcante é o canto e o corpo. O canto das atrizes é acompanhado pelo som de um pianista ao fundo no centro do palco. Há momentos em que as cenas entre as rainhas ficam meio longas e dão um ligeiro cansaço, mas nada que prejudique intensamente a criatividade da montagem e a atuação das atrizes; se peca, peca pelo excesso na linguagem das cenas das personagens rainhas. Aqui penso que a montagem apostou bastante no entendimento do público sobre o clássico; o que me parece não ser a realidade (?!)
Há cenas em que Georgette dá show de interpretação, andando/correndo em círculos numa fala intensa e frenética que mescla com pequenas pausas, com roteiro forte, crítico; impossível nesse momento a platéia não ser contaminada pela sua energia (eu fiquei cansada por ela, que pique a mulher tem, incrível) e pelo roteiro que diz de nós freqüentadores dessa modernidade toda que nos tira o fôlego.


Para o que nos interessa em nosso trabalho, penso que a forma como na montagem é agregado elementos de voz e do corpo em cena, é mesmo interessantíssimo assistir a peça; valeu a solicitação Paula!! O trabalho não é nada estático, as falas são permeadas por muito, muito mesmo trabalho de corpo. As atuações das atrizes certamente não saem tão cedo da memória da platéia. Mesmo falando de rainhas, de disputas, guerra, a peça é sensível, singela.
Ah!! Quem não viu, vale a pena ver!!
Bjos
Lê Viscovini

O branco no vermelho e o vermelho no branco

Sobre "Rainhas".

Disputas podem ser terríveis. Entre duas mulheres então, nem se fala.

E o coração, onde está?
Na atriz apaixonada? Na super-dona-de-casa pós moderna? Na rival, que é tão melhor e tão pior que você? Ele está trancado no escuro, mas não apagado...e está solto e poderoso, mas não tem luz...
O conflito é tão grande que a morte soa como uma saída inevitável. A morte dela, ou a minha. O importante é florescer de novo.

Da primeira vez que assisti, quis matar Elizabeth, pensando em mudar a História, simbolicamente. No entanto, na votação, Mary Stuart foi quem ganhou, para perder a cabeça. Dessa vez, votei em Elizabeth de novo, por curiosidade de vê-la morrendo, já que vivenciara a outra versão. E ela ganhou.
Mas Elizabeth não morre. Segundos antes de ter sua cabeça decepada, ela se levanta e reverte a situação. "Eu te perdôo" e "Não me faltarão lágrimas para te chorar" vão estar sempre saindo das mesmas bocas.

Os climas mudavam inúmeras vezes, com quebras mesmo. Da tensão maior ao mais descontraído comentário. Gostei de como essas mudanças se deram na voz das atrizes rainhas. No começo, um tom de ansiedade e insegurança, quando chegam atrasadas. Um tom mais chamativo, mais agudo, quando se provocam. E uma voz mais grave e cortante na raiva que se segura.

E em momentos mais profundos, a voz chega a sussurar, a ficar fraca, quase doce...pra no segundo seguinte sair berrada, quase não humana. Tremi na cadeira!

O piano dava suas músicas, que elas acompanhavam cantando. Mas em outros momentos, ele apenas dava notas dissonantes, tortas, para pontuar certas situações. Às vezes formava uma pequena base. E as vozes, mesmo faladas, continuavam interagindo com o piano, de maneira bem sutil.

Os olhos também me chamaram muito a atenção. É interessante obervar uma das atrizes enquando a outra está falando. Quando uma chega se apresentando freneticamente, rodando e rodando, a expressão no rosto da outra é incrível. Um jeito de olhar cheio de veneno, inclusive para aqueles da platéia que riem. A boca comendo a maçã com desdém, como se comesse essa que se apresenta e é uma ameaça. Acho que ela não digeriu-a até o final da história.

A improvisação de Georgette Fadel com seu torcicolo para deitar no chão e o salompas na nuca foi ótima. A gente dá um jeitinho de lidar com o corpo em cena, apesar dos seus pesares...

Saí do teatro novamente tocada...desnorteada!

Lilian.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"A gente tem fome de quê? A gente tem sede de quê?


A gente não quer só comida, agente quer comida, diversão e arte.